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Small Church

Small Church

A aguardar pela ciência

Temos uma filha de 7 e outra de 11 anos. Por enquanto, não as iremos vacinar. Os argumentos apresentados pela DGS são insuficientes ou somente não fazem sentido.

Além disso, não existem ainda certezas quanto à inconsequência da tecnologia usada (RNA mensageiro) no futuro de crianças. Expliquei-o à de 11 e ela percebeu. Disse-lhe ainda que outros pais, como os dos colegas, poderão ter outra opinião e que isso nunca deveria ser motivo de discórdia.

Espero que não haja discriminação do Estado entre crianças vacinadas e não-vacinadas. Creio que não vai haver mas o meu otimismo tende a ser um dos meus maiores defeitos.

A sobrevivência da notificação mais apta dará cabo da amizade?

Tenho reparado que o tempo de resposta, quando esta chega a ser enviada, é cada vez mais longo. Contactos por SMS ou e-mail, que antes seriam respondidos com a rapidez de uma amizade, hoje podem demorar um ou dois dias a ser respondidos (quando o são). Há uns anos, ignorar o contacto de alguém seria negligência e motivo legitimo de dor e chatice. Hoje, entre amigos, o não responder é considerado natural.

A resposta que eu tenho para a questão de como é que esta faceta social mudou tanto, e em tão pouco tempo, é que o devemos à ubiquidade do smartphone.

Aí está a mente a tentar lidar com um aparelho através do qual recebe mensagens de uma série de origens diferentes como SMS, e-mail, Whattsap. Instagram, notificações de notícias, Facebook e outras. As notificações diárias multiplicam-se quando, antes, com os telemóveis clássicos, só havia o SMS. O objeto que tínhamos na mão recebia uma mensagem e nós, naturalmente, atribuíamos-lhe toda a nossa atenção, respondendo logo à interpelação do nosso amigo ou conhecido.

Eu, que depois de uns tempos de uso pus de lado o smartphone, usando agora um Nokia à antiga simplicíssimo para comunicar,  deixei de estranhar que o envio de uma mensagem a alguém conhecido, ou mesmo a um bom amigo, não tenha qualquer resposta. Calculo que a minha tentativa seja só uma entre dezenas de outras com uma dúzia de origens e que, na triagem, a minha amizade ou importância como pessoa seja classificada como não urgente.

Não coloco em causa a legitimidade de ignorar contactos, mas fico a pensar como é que será o futuro conforme a comunicação vai ficando cada vez mais dependente deste tipo de aparelhos. Mediada por eles, conseguirá a intimidade de uma amizade prevalecer na sua importância, que tem sido fundamental para a humanidade, perante tanta dispersão e falta de atenção?     

Da indignação fofinha em política

Não nos fiquemos pela constatação óbvia de que as mesmas pessoas que outrora representaram Ângela Merkel com um bigode nazi, agora lamentam o fim do seu mandato como o de uma grande e inigualável chefe de estado.
Vamos imaginar que dezenas de médicos de um hospital administrado pelo Estado se demitiam por falta de condições de trabalho. Depois, imaginemos que um outro desses hospitais do Estado, um que servisse cerca de meio milhão de utentes, por exemplo, encerrava as Urgências durante a noite por falta de pessoal. Em cima disto, coloquemos Passos Coelho como primeiro-ministro.
Se imagino tudo isto, já o ultraje e o rasgar das vestes generalizado nas redes sociais, e em manifestações “espontâneas” decorrentes, não consigo imaginar. A partir de um certo nível, a hipocrisia política é capaz de coisas espantosas, como é evidente pelo quase silêncio da esquerda com o que se está a passar. Juntando a isto a rábula anual do "assim como está não aprovamos orçamento" que termina sempre em aprovação, podemos concluir que vivemos um momento exemplar do que é hipocrisia política.

 

A energia verde ainda não puxa carroças

Ainda nem chegou o inverno, com os seus picos de consumo, e aí estão as primeiras consequências reais. Os cidadãos do Reino Unido, China e norte da Europa começam a perceber o que será o futuro próximo: energia a preços nunca vistos e escassez regular da mesma. 

O desenvolvimento civilizacional que atingimos baseia-se em energia barata. Se a energia não for barata, a economia a trabalhar deixa as prateleiras dos supermercados vazias ou as casas sem aquecimento. A continuidade do modo de vida atual poderá não ser exequível e é difícil que  as pessoas aceitem isso sem reagir.

Esperemos que corra tudo pelo melhor e que a transição para um mundo à base de energias renováveis seja pacifica.

 

Perder a casa da avó

Entro com cuidado e respeito. Sei que deverá ser a última vez que visito a casa da avó.
Enquanto ando com reverência pelas pequenas divisões desta catedral, vou percebendo que o fim deste lugar é o anúncio também do meu.
Um dia as crianças que trouxe comigo, as minhas filhas, deambularão de luto e em despedida por uma casa que eu terei habitado.
Recolho uns poucos objetos para me lembrar de quem aqui habitou e que eu ainda tanto amo.
Demoro-me. Comento. Narro pequenas histórias ao ver uma figueira, um espelho e um portão. Vejo, sem dizer, o tio a dormitar no sofá depois do almoço. Oiço a voz da avó misturando português e castelhano.
Fecho, por fim, a porta.

Perco hoje parte da minha infância, que deixa de ter o conforto de ter este sitio onde regressar

A saúde mental dos jovens e as Alterações Climáticas

Era inevitável. Os mais novos estão com níveis de ansiedade e pessimismo muito elevados devido às Alterações Climáticas.

A pesquisa “global”, que foi feita em 10 países para um total de 10 mil jovens entre os 16 e 25 anos, resume que:

Muitos têm a perceção que não têm futuro, que a humanidade está condenada e que os governos estão a falhar em responder adequadamente.

Muitos sentem-se traídos, ignorados e abandonados por políticos e adultos.

Quase 60% diz estar muito ou extremamente preocupados.

Mais de 45% diz que os seus sentimentos acerca das Alterações Climáticas afetam o modo como vivem o seu dia-a-dia.

75% diz que o futuro é medonho.

56% diz que a humanidade está condenada.

2/3 declaram que se sentem tristes, com medo e ansiosos. Muito sentem medo, raiva, desespero e vergonha.  

4 em 10 estão hesitantes em ter filhos.

Devido aos incêndios que se repetem, Portugal é tido como a nação rica mais preocupada entre todas as que foram escrutinadas.

Tudo isto é pavoroso e um exemplo incrível de como se pode manipular a opinião pública em massa. Retirar a esperança aos jovens é mau e contranatura.

Porque é que isso acontece? Porque deixou de existir espaço público para haver contraditório e  as Alterações Climáticas terem sido o primeiro assunto político a ser considerado acima de qualquer discussão de um modo moral. Isto é, se discordas és imoral e um patife. Os jovens não têm acesso a outros pontos de vista, como acontece com tudo o resto. 

Talvez este post nunca pudesse ser colocado em destaque no Sapo. Talvez o considerassem imoral ou capaz de trazer má publicidade à plataforma por permitir que algum tipo de dúvida em relação ao assunto seja destacada, algo considerado perigoso. É meramente um exemplo hipotético, uma vez que não conheço a política editorial do Sapo. Até tenho a ideia contrária, confesso.

É bizarro mas os factos são apresentados por ativistas que não admitem o diálogo. À Reuters, Caroline Hickman, a psicoterapeuta que conduziu o estudo e que é especialista na relação dos jovens com a ecologia, diz que a “Eco-ansiedade é um sinal de saúde mental, uma resposta inteiramente apropriada ao que se está a passar”. É citada ainda no Le Monde referindo que as feridas que os governos, devido à inação, estão a inflingir aos jovens é um caso de Direitos Humanos.  

O distanciamento científico da autora perante os dados é inexistente porque, enfim, não faz sentido existir, uma vez que não há escrutínio e aquele que falar sobre um qualquer erro é demonizado de imediato. O estudo foi feito e desenhado para obter uma só conclusão e naturalmente obteve-a. 

Houve alguém que disse há uns tempos “Deus nos livre de ser governados por psicólogos e psiquiatras”. Não poderia estar mais de acordo.   

Pacto com a Felicidade 16 – A Luz de Deus na voz de Lorraine Hunt Lieberson

 

Handel, compositor alemão. Oratorio Theodora

Ah! Whither should we fly, or fly from whom?
The Lord is still the same, today, for ever,
And his protection here, and everywhere.
Though gath'ring round our destin'd heads
The storm now thickens, and looks big with fate,
Still shall thy servants wait on Thee, O Lord,
And in thy saving mercy put their trust.

 

As with rosy steps the morn,
Advancing, drives the shades of night,
So from virtuous toil well-borne,
Raise Thou our hopes of endless light.
Triumphant saviour, Lord of day,
Thou art the life, the light, the way!

 

 

 

 

 

A Arte, que é como quem diz. a arte

O estado da arte, segundo o Ípsilon, o suplemento cultural do jornal Público, de 3 de setembro de 2021:

Artigo 1: Instalação sobre a violência da glorificação do colonialismo omnipresente na cidade de Lisboa
Artigo 2: Trienal do Báltico Queer
Artigo 3: Os filmes de terror de Sérgio Romero como comentário político
Artigo 4: Filme sobre ser LGBT numa ilha
Artigo 5: Filme sobre como algumas pioneiras da exploração sonora não tiveram as mesmas oportunidades que os homens
Artigo 6: Filme de João Mário Grilo sobre Arpad Szenes e Vieira da Silva

As boas notícias de que (quase) ninguém fala

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Por vezes há mesmo acontecimentos positivos de real valor mundial. São poucos, quase nenhuns e têm tendência a não ser referidos no órgãos de informação nacionais. É de saudar, por isso, quando os vemos na primeira página de um jornal nacional, como o Público. Algo como uma pequena faísca de esperança surge, mesmo que percebamos que as boas noticias para todos só merecem uma pequena e envergonhada nota de rodapé. 

Quantas coisas poderiam significar mais para a Humanidade, e para a ecologia do planeta, do que uma forma de produção que precisasse só de uma fração da energia para a que produz, que fosse totalmente limpa e literalmente inesgotável? Tentar replicar o que se passa no Sol parece ficção científica, um sonho demasiado bom para poder um dia ser realidade. Todos os problemas energéticos do planeta estariam resolvidos. Deixaria de haver razão, para além da guerra, para a fome. O mundo poderia plantar o que quisesse, onde quisesse. O Homem poderia viver no fundo do mar ou na Lua com um bocadinho de (mais) inventividade.

Há muitos anos que se persegue este objetivo, até há pouco visto como somente uma miragem teórica. No entanto, estamos cada vez mais perto de conseguir, tendo-se dado um passo de gigante nessa direção.

Sim, nem tudo são más noticias. É possível que as novas gerações venham a envelhecer numa sociedade muito diferente, para melhor, do que a que atualmente temos. 

Alegria, pessoal. É de alegria que se trata.

 

Momento

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No domingo passado, no Cacém, creio que as palavras de um pregador mudaram a minha vida, mostrando-me algo que eu, em quase meio século de cristianismo, nunca tinha entendido.

Hoje parece-me ter sido um momento decisivo. Gostava muito que sim.

É difícil explicar isto a quem não é cristão e ainda mais será a surpresa, dureza, alivio e espanto que foi estar no meio de um grupo e achar que as palavras que aquele homem dizia eram uma mensagem cirúrgica especifica para mim. Há muitos anos que não me acontecia.

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