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Small Church

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Revista da semana

Afinal é inconstitucional confinar pessoas fora do período em que vigore o estado de emergência. Quem o diz é o Tribunal Constitucional. Isto significa que em grande parte dos últimos dois anos os poderes públicos, com o pretexto do combate à pandemia, cometeram grave atropelo à Constituição. Particular relevo para a atitude conivente do Presidente da República, ele que foi Professor de Direito e Constitucionalista, falhando rotundamente na responsabilidade de defender a Constituição.

Ficam assim a saber que a partir de agora ninguém pode ser privado da sua liberdade de circulação e movimentação, a não ser que seja decretado o estado de emergência.

(E da primeira figura do Estado passamos para a segunda).

Inqualificável, em termos democráticos, a postura de Santos Silva tem tido em relação ao Chega. Pode não gostar do populismo, pode não gostar do estilo trauliteiro de André Ventura, mas tem de respeitar as centenas de milhares de eleitores que colocaram o Chega como terceira força política no Parlamento. É essa a essência da democracia: o respeito pela decisão dos eleitores. O boicote que o Presidente da Assembleia da República tem feito ao Chega é verdadeiramente a negação da democracia. Não é a ele que cabe decidir quem fala ou quem apresenta propostas no Parlamento. Quem decide isso são os eleitores. Certamente que a ele compete zelar pelo cumprimento da Constituição (ver primeiro parágrafo deste texto) e pela forma cordata como devem correr os debates. Mas não pode usar esses pretextos para boicotar consecutivamente as intervenções e as iniciativas de deputados democraticamente eleitos. Acreditem que a Assembleia da República, ao longo destes quase 50 anos, teve muita gente trauliteira e desbocada, mas não me lembro de tal atitude facciosa por parte de nenhum dos Presidentes anteriores (tirando Ferro Rodrigues, também na marcação cerrada ao Chega).

Por último, o gesto impensado (da terceira figura do Estado, apoiada pela primeira) de recusar solidariedade aos parceiros europeus na questão do gás. Andamos nós de mão estendida há 36 anos, recebendo vários milhões em cada dia desses 36 anos; ajudados a sair da bancarrota; à espera de umas dezenas de milhares de milhões à conta do PRR; e somos capazes de dizer que que não alinhamos no corte de 15% do gás?! Mesmo que, por causa da falta de conexão das redes, a medida não seja eficaz, nunca poderemos lançar o não perentório que lançamos. Um “sim,mas”, ou um “tem que se analisar”, é o máximo que podemos dizer.  Mais que isso é falta de vergonha e falta de sensatez, porque com uma atitude destas só perdemos preciosos pontos juntos dos ricos frugais do norte.

 

Porque corro (5/5)

Posso comer sem (grandes) restrições.

Gosto de ficar satisfeito quando aprecio a comida. Gosto de pão e de doces. Mas não gosto do excesso de peso, pelas limitações à mobilidade e os problemas de saúde que lhes estão associados. Se correr com regularidade consigo “o sol na eira e a chuva no nabal”: comer sem (grandes) restrições e manter um peso saudável. Não digo que não preciso de cortar o “à vontade” durante alguns períodos. Sim, esses momentos existem. Mas são apenas exceções à regra.

Porque corro (4/5)

Dá-me espaço.

Há quem goste de correr acompanhado. Há quem goste de correr com música nos ouvidos. Eu prefiro correr sozinho e ao som ambiente.  Sobretudo porque me dá espaço, permite-me ficar a sós comigo. Engata-se o AFM (Até ao Fim do Mundo, ou seja, aquele passo nem rápido, nem lento, que parece ser possível manter indefinidamente) e a mente liberta-se. Ritmo rápido demais, o esforço e o oxigénio em falta não permitem a concentração. Ritmo lento de demais, a preguiça e uma espécie de impaciência tomam conta do pensamento. Mas no ritmo adequado a mente liberta-se e, longe as fontes de distração e das interferência, as ideias tornam-se mais claras e mais nossas, por assim dizer. Um colega meu dizia que ia correr de manhãzinha e ficava com o dia organizado. Na altura eu ainda não corria e não percebia o que ele queria dizer. Agora percebo. Esse tempo só nosso, aliado a algo libertador que existe no exercício físico (em AFM), ajudam-nos não só a organizar a agenda e desenredar problemas como, também, aguça a criatividade.

Porque corro (3/5)

Traz bem-estar.

Seguramente que quase metade das vezes que vou correr tenho que me obrigar a sair de casa. Custa. Custa encontrar o tempo disponível na rotina semanal. Custa sair da comodidade do lar para enfrentar o frio ou o calor. Custam as primeiras centenas de metros enquanto o corpo não se dá por convencido que vai ter mesmo que correr. Custa cerrar os dentes num treino mais puxado. Tudo isto custa, é desconfortável. Mas, no final, o que fica compensa o custo.  E o que fica, depois dos alongamentos e do duche, é uma sensação de bem-estar e energia que permanece por muitas horas e que nos faz querer voltar a correr.

Porque corro (2/5)

Faz bem à mente.

Alguns estudos indicam que a prática desportiva melhora o desempenho do cérebro. Não sou cientista e não estou em condições de emitir opinião técnica sobre o assunto, mas posso asseverar, por experiência própria, que é verdade. Não falo do QI, que para esse as perspetivas de melhoria não são grandes, falo do efeito anti-stress, da capacidade de concentração e da memória. Noto que nestes pontos as coisas melhoram, a corrida ajuda-me a estar mais desperto e mais ativo. Há ainda a criatividade, mas sobre isso falarei noutro ponto.

Porque corro (1/5)

Faz bem ao corpo.

Este será provavelmente o motivo mencionado em primeiro lugar pela maioria dos corredores. É incontestável que o exercício físico faz bem ao corpo. Coração, pulmões, ossos, músculos, quase todos eles saem beneficiados com a prática da corrida. Claro que tudo deve ser feito com conta, peso e medida, sobretudo para quem, como eu, já está bem entrado nos “entas”. As temidas e desmoralizantes lesões são o lado escuro desta coisa excelente que é correr. Mas, percalços à parte, a verdade é que o corpo sai beneficiado. E a carteira também. Com dizia alguém no pelotão, “corro para poupar na farmácia”.

Quando Quisermos Liberdade Será Tarde Demais

Também sou, por princípio, a favor da vida. Sim, fico feliz quando fetos têm direitos.

Mas isso é discutível. E é um bom princípio, ser discutível. É um bom sinal, quando vivemos num país diferente daquele em que nasci. Quando eu nasci éramos uma ditadura.

Infelizmente, percebo que nasci em ditadura e morrerei em ditadura. Os sinais revelam-se cada vez mais. Prova disso é a presente lavagem cerebral a que estamos expostos diariamente às mãos da LGBKJHDVOSHVJSJSHFVJAHV e essas todas que, não tendo melhor hobby, (ou tendo demasiado tempo e dinheiro em mãos) se dedicam a submeter maiorias, a confundir crianças e a perverter a natureza.

Aqui fica o meu pequeníssimo legado, por um desconhecido bem mais inteligente e desenvolto do que eu, e que dá um estaladão de luva branca aos arquitetos do demónio:

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/carta-do-dono-da-prozis-aos-portugueses-isto-atraiu-os-zombies-merecia-um-premio-de-marketing

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