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Small Church

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Então Era Isso

"Estudo encontra ligação ente poluição do ar e surgimento de doenças mentais mais graves."

Engraçado... e eu convicto que era pela via do desmoronamento dos conceitos Família, Amor e ausência de valores. Pela forma como nos agarramos cada vez mais a gadjets em vez de ligarmos às pessoas e à desagregação provocada pela falta de comunicação.

Afinal era o NO2.

As boas notícias de que (quase) ninguém fala

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Por vezes há mesmo acontecimentos positivos de real valor mundial. São poucos, quase nenhuns e têm tendência a não ser referidos no órgãos de informação nacionais. É de saudar, por isso, quando os vemos na primeira página de um jornal nacional, como o Público. Algo como uma pequena faísca de esperança surge, mesmo que percebamos que as boas noticias para todos só merecem uma pequena e envergonhada nota de rodapé. 

Quantas coisas poderiam significar mais para a Humanidade, e para a ecologia do planeta, do que uma forma de produção que precisasse só de uma fração da energia para a que produz, que fosse totalmente limpa e literalmente inesgotável? Tentar replicar o que se passa no Sol parece ficção científica, um sonho demasiado bom para poder um dia ser realidade. Todos os problemas energéticos do planeta estariam resolvidos. Deixaria de haver razão, para além da guerra, para a fome. O mundo poderia plantar o que quisesse, onde quisesse. O Homem poderia viver no fundo do mar ou na Lua com um bocadinho de (mais) inventividade.

Há muitos anos que se persegue este objetivo, até há pouco visto como somente uma miragem teórica. No entanto, estamos cada vez mais perto de conseguir, tendo-se dado um passo de gigante nessa direção.

Sim, nem tudo são más noticias. É possível que as novas gerações venham a envelhecer numa sociedade muito diferente, para melhor, do que a que atualmente temos. 

Alegria, pessoal. É de alegria que se trata.

 

Não Me Parece

"Historiador brasileiro diz que falta pedido de desculpas de Portugal pela escravatura."

Caro historiador brasileiro, discordo completamente. E posso explicar. Há muitas razões.

À cabeça, a mais óbvia, é que Portugal hoje não é Portugal de há dois séculos atrás. A esmagadora maioria dos portugueses não se revê de modo nenhum na Escravatura. Logo não pode o cidadão de hoje fazer aquilo que exclusivamente o seu antepassado deveria fazer.

"Portugal" não é uma pessoa. "Portugal" é feito de diversidade de ideias, pessoas e opções políticas. Nessa multiplicidade ideológica, de espíritos diferentes, é impossível de fazer essa decisão que sugere como se fosse a opção de uma pessoa. Não haveria concenso.

Finalmente, e para ser muito concreto e pragmático, o passado não pode ser mudado. O que pode ser mudado é o futuro. E até o presente. Dou um exemplo: visto que a utilidade da História é nos ensinar o futuro, incomoda-me muito mais que donos de cafés da zona em que vivo não aprendam com ela e empreguem brasileiros desesperados por um salário ilegalmente baixo em vez de lhes darem uma oportunidade digna, performando uma espécie de "escravatura moderna". Mas ainda pior que isso, e aqui vai o segundo exemplo, é a escravatura bem à moda antiga, daquela que portugueses fizeram durante séculos, como aquela que Sebastião Salgado (renomado fotógrafo brasileiro de créditos firmados) bem captou nas minas do seu país.

Em suma, podemos todos lamentar Escravatura, Imperialismo e Colonialismo. "Pedido de desculpas" é que não me parece. Seria tão ridículo como um historiador brasileiro ter de pedir perdão aos mineiros do seu país.

Ad Fail 5

A certa altura o anúncio de televisão, acerca de vendas online de artigos usados, produz a seguinte frase, pela boca de uma miúda cheia de estilo: "Olá, sou a Luísa, sou artista visual e influencer de moda sustentável."

MUÁÁÁÁÁÁÁ-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA-HA... Aaaa... Ai, que me doi a barriga...

O nosso julho

No dia em que se soube que, em Portugal, o passado mês de julho foi mais frio do que é costume (o quinto mais frio dos últimos 20 anos), neste dia a informação climática que importa para a maioria dos orgãos de informação é que na Grécia está calor e que daqui a quinze dias esse calor vem para cá. Se encontrarem  alguma alusão ao nosso julho frio será no cantinho de uma notícia, numas linhas rápidas e envergonhadas. Por isso este post. O julho negacionista merece o mesmo tratamento que os outros meses fora da caixa. Digamos que é uma espécie de justiceirismo climático (mas sem Greta e ursos polares orfãos de gelo).

"A uma crise não se responde com austeridade"

A frase é de António Costa. Mas, pensando bem, não é assim tão estranha. Principalmente na boca do Primeiro Ministro.

Suponhamos que o pai (ou a mãe) trabalha num restaurante e é despedido. Chega a casa e sabe que não terá um emprego nos próximos tempos, se tudo correr na normalidade dessas vicissitudes. Sabe que tudo o que o Governo lhe "der" agora pagará com juros bem altos mais tarde, independentemente da situção de então. Pior do que isso, não terá palavras para dizer em casa ao encarar os seus. Ele (ela) sabe que uma crise familiar está pela frente. Nesse mesmo dia, o filho pede: "Pai (mãe), compra-me uma playstation." O pai (mãe) responde: "Filho, neste momento não é possível. Não temos dinheiro para coisas que não sejam essenciais." Bem, isto acontecerá pelo menos numa família normal. Já se for um pai (ou mãe) ao estilo de António Costa, nesse caso, a resposta será "Ok, a playstation vem já amanhã. A uma crise não se responde com austeridade."

Bem, teatrinhos ridículos à parte, já digo que não concordo nem discordo da ideia, visto não perceber nada de Economia. O que me chama a atenção é a intenção da colagem de "austeridade", uma expressão muito em voga dez anos atrás, a outros que não o governo de salvação PS/Geringonça. (Sim, alguns de nós não se esqueceram. Com o dinheiro dos outros, que não nos custou nada, porque não haveríamos de ser auto-indulgentes?)

Caro Primeiro Ministro - escrevo como se se dignasse ler blogs do povo - "austeridade" foi o que teve de acontecer para salvar o território do seu partido, aquele que cavou a crise. Foram-se os anéis para ficarem os dedos. (Já esqueceu? Nós não.) Porém, mesmo DEPOIS da "austeridade", o preço dos combustíveis nunca foi tão alto, tal como tão alta nunca foi a restante carga de impostos ou a dívida externa do país para o qual contribuímos com impostos, como se mandassemos dinheiro para um buraco sem fundo.

Claro que não se combate uma crise com austeridade. A construção de um país faz-se é a apoiar candidaturas altamente ruinosas (mas muito convenientes) a presidências de clubes históricos, a deixar fugir os verdadeiros fazedores de crises para ilhas mediterrânicas, bebendo champanhe ao pequeno-almoço, gastando por um lado aquilo que a nossa permanente e eterna austeridade pagará por outro.

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