Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Small Church

Small Church

Primado do Direito

https://www.publico.pt/2021/02/18/politica/noticia/marcelo-envia-lei-eutanasia-tribunal-constitucional-1951225

É nestes momentos que somos lembrados da «benção» que é vivermos num país que se rege pelo primado do direito, e pelo seguimento de uma lei fundamental, neste caso a Constituição. As relações em sociedade devem reger-se pelo direito e não pelos «sentimentos». Não por uma inferioridade dos segundos pertante o primeiro. Mas porque o primeiro protege o indivíduo de injustiças e «más interpretações» dos sentimentos.

Vírus na comunicação social (III)

Há umas semanas, a propósito das eleições presidenciais, José António Saraiva escreveu, no Sol, o seguinte:

 “Deve dizer-se que a cobertura da campanha de André Ventura por parte das televisões, dos jornais e das revistas roçou o escandaloso.

Desde a famosa entrevista de João Adelino Faria na RTP a uma grande reportagem na SIC, financiada pela Gulbenkian, transmitida várias vezes durante a campanha eleitoral, cujo objetivo declarado era destruir o candidato Ventura, a falta de isenção chegou a ser chocante.

Ficou a impressão de que, como consideravam Ventura ‘um fascista’, os jornalistas achavam que podiam atropelar a deontologia, deitar fora os princípios e ignorar a verdade, desde que isso contribuísse para o ‘bem superior’ de lhe roubar votos.

Foi deplorável. A democracia não é isto. Ao transgredirmos as regras para destruirmos um adversário, estamos a legitimar que ele faça o mesmo.

Acresce que os jornalistas não devem ter ‘adversários’, porque a sua norma de conduta deve ser a isenção.”

 Um jornalista a falar do seu ofício.

Acontece que o tratamento dado a André Ventura está longe de ser caso único. Pelo contrário, trata-se da regra, quando o que está em causa é impor a tal agenda que se pretende indiscutível. O mesmo tratamento teve Trump, Bolsonaro, Le Pen, Boris Johnson e os governos de direita da Europa Central. Em graus diferentes, é certo, mas a mesmíssima “falta de isenção” que, como diz José António Saraiva, é a negação dos princípios básicos do jornalismo. E a atitude atropeladora da deontologia, ainda nas palavras de Saraiva, não se fica pelo confronto com a extrema-direita, apodada de populista. Ela estende-se a outros pilares da agenda do poder. Na verdade, chegámos ao ponto em que reportagens ou artigos que abordem questões relacionadas com as alterações climáticas/aquecimento global, a ideologia de género, a multiculturalidade, onde se inclui o racismo e a imigração, ficam imediatamente sob suspeita, porque não oferecem a mínima garantia de isenção. Na maior parte dos casos, não passam de meros panfletos. Se não houver da parte do leitor/espetador o trabalho de verificar noutras fontes (se conseguir…) a validade das informações transmitidas, o leitor/espetador corre o sério risco de ser enganado ou manipulado. E tal estado de coisas, como diz o autor do artigo, é a negação do próprio jornalismo.

Uma democracia saudável precisa de uma comunicação social saudável. Ainda que esta diga o que eu não quero ouvir, tem de se impor como fiável, no sentido em que disponibiliza uma leitura abrangente sobre assunto. Pode até “puxar a brasa à sua sardinha”, mas tem de ser fiável, confiável. Não é o que se passa atualmente, pelo menos no que toca à agenda do poder. O vírus anda por aí. Resta-nos o otimismo. Se formos exigentes ainda há esperança na vacina. 

Vírus na comunicação social (II)

É um exemplo entre muitos, um entre centenas de artigos que, ao longo dos últimos meses, e a pretexto da pandemia, tem posto a nu a qualidade do jornalismo que por cá se faz e a sua subordinação a uma agenda bem definida.

Começa logo pelo assunto. Olhando os dados atuais (em 14/02/2021), sabemos que a Suécia, país com uma população igual à de Portugal, conta com 12428 mortes por covid-19, enquanto no nosso país morreram 15321 pessoas com a doença. Tendo estes dados em mente, o primeiro espanto é com o tema principal do artigo: a resistência ao uso da máscara por parte dos suecos. Quer dizer: temos mais mortos que os suecos; confinamos, e eles não; fechamos grande parte da economia, e eles não; fechamos as escolas, e eles não; restringimos a movimentação de pessoas, e eles não; somos obrigados a andar de máscara em locais fechados, e na via pública onde não é possível guardar a distância de segurança, e eles não; desviamos recursos médicos para dar prioridade ao novo vírus (o que causa os tais mortos da “cura” que são quase tantos como os mortos da doença), e os suecos não; e, tendo esta realidade à frente, e os resultados de cada uma das opções, o que interessa ao jornalista é zurzir nos cidadãos suecos, que são, no mínimo, rebeldes, porque não querem usar máscara, e nas autoridades suecas, porque não têm mão sobre eles. Espantoso. Sim, seria espantoso, se isto fosse jornalismo – que, lembre-se, tem como objetivo ajudar-nos a perceber o que se passa à nossa volta. Mas isto não é jornalismo. É apenas uma página panfletária, mais uma, subordinada a uma agenda que alguém decidiu que era a melhor para nós. A Suécia, com o modelo “liberal” que adotou, e referindo apenas exemplos europeus, tem melhor resultados que França, Espanha, Itália, Reino Unido e Bélgica, e piores que os vizinhos nórdicos, Holanda, Alemanha, Áustria e Polónia. Esta constatação parece-me um excelente ponto de partida para uma análise que vise explicar o porquê deste resultado e quais os seus prós e contras. E quem está mais habilitado para tomar esta tarefa em mão são os jornalistas. Mas, como vemos, essa não é, definitivamente, a “praia” deles. Porque este artigo não se trata de uma peça isolada, trata-se, como escrevi no post anterior, de algo transversal a toda a comunicação social.

Apenas mais duas notas.

Porquê a Suécia? Por ser um modelo diferente de abordagem à pandemia, caso único (a Holanda também tentou, mas de uma forma muito mais moderada).  Sendo assim, tudo que for possível realçar de negativo no caso sueco corre a favor do modelo imposto como inevitável e inquestionável.

O pormenor de, em Portugal, o “uso da máscara já é obrigatório na rua há quatros meses”. Uma meia verdade, porque o uso só é obrigatório se não for possível guardar a distância de segurança (dois metros). Parece um preciosismo de rigor da minha parte ou uma desatenção sem significado do jornalista. Mas não é. Estes artigos panfletários servem também para desinformar. Neste caso, passar a ideia de que é obrigatório o uso de máscara no exterior em todas as situações. O leitor até pode ter a noção de que só é necessário quando houver pessoas à volta, mas, pelo sim pelo não... quem sabe se não terá percebido mal, ainda por cima há multas, talvez não valha a pena arriscar… e lá passa o leitor a usar máscara sempre. Claro está que o jornalista que usa a meia-verdade dirá que o faz com as melhores das intenções. O medo e o enviesamento são apenas detalhes num caminho em direção ao bem maior, o tal que a agenda almeja.

Vírus na comunicação social (I)

Portugal ultrapassou hoje os Estados Unidos no número de mortos causados pela pandemia (na equivalência por milhão de habitantes). Mais: subimos para 8º no ranking mundial da nefasta categoria. Acresce a isto a situação particular do nosso país no que diz respeito ao excesso de mortos não imputável ao vírus, tendo em conta a média do número de óbitos dos anos anteriores. Ou seja, o que podemos  chamar de "mortos pela cura": consultas e operações adiadas, exames de rastreio por fazer, medo generalizado nos utentes em recorrer aos serviços públicos de saúde. Até dezembro foram quase tantos mortos por doença como pela "cura". Também aqui estamos entre os piores da Europa, se não mesmo o pior (a memória não o consegue confirmar). 

Perante este cenário inquetante, e frisando, de novo, a ultrapassagem aos Estados Unidos, proponho as seguintes perguntas.

Seria de justiça a comuncação social usar agora com o governo português o mesmo peso e a mesma medida que usou com o governo americano, (leia-se Presidente Trump) na altura em que do lado de lá do Atlântico as mortes escalavam, e, do lado de cá, se vivia o chamado "milagre português"?  E, se a comunicação social não usar o mesmo peso e a mesma medida, podemos concluir que ela é transversalmente manipulada, pelo menos nos pontos de uma agenda que vai ficando a descoberto com a evidente parcialidade e panfletismo? 

Antes de caír

Ganhei ao ter passado a ouvir todos os dias aulas da 1ª classe enquanto trabalho. Independentemente do que vem depois, a Humanidade é também aquelas crianças de 6 anos que não precisam de redenção. Isso é maravilhoso.

Sinais destes tempos

Texto retirado da notícia site do jornal A Bola, https://abola.pt/nnh/2021-02-10/liverpool-jurgen-klopp-impedido-de-assistir-ao-funeral-da-mae/878534

«Ela significava tudo para mim. Era uma grande mãe, no sentido real da palavra. Enquanto cristão devoto acredito que ela agora está num sítio melhor. O facto de não ter ido ao funeral dela é terrível para mim. Assim que as circunstâncias permitirem, vou organizar uma cerimónia apropriada», explicou Jurgen Klopp.

 

Um pouco

Talvez seja da súbita luz solar, sob o céu cinzeno, esmagada no verde das árvores como numa queda desamparada, ou do cata-vento da quinta dançando indeciso, quem sabe aflito, mas um tipo às vezes consegue sentir um pouco. Sim, é isso, um pouco.

 

Mais valia

Hoje vou almoçar com o meu irmão mais novo. Não nos zangamos há 30 anos. Discutimos só sobre futebol e teologia. Ele ganha sempre porque é um homem raro e eu tenho a mentalidade de um rapazinho comum. O meu irmão mais novo é uma mais valia impressionante.

Pág. 1/2

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D