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Small Church

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A Lua foi uma colónia Nazi - Introdução

Nota: o meu interesse no fenómeno Ovni e na existência de extraterrestres tem a ver com a minha curiosidade pelo comportamento humano e pela sua incrível capacidade em acreditar no que o bom senso considera inacreditável. Eu não acredito em ovnis e em extraterrestres. O título da série tem a ver com uma das mais espetaculares especulações da comunidade da ufologia segundo a qual os nazis teriam capacidades técnicas para voo interestelares e que após a sua derrota na 2ª Guerra Mundial teriam construído colónias na Lua, em Marte e na Antártida.

A subcultura UFO vale muito dinheiro e tem pontos de contacto com a espiritualidade Nova Era, Antropologia, História alternativa e grandes teorias mundiais de conspiração.  Sendo um fenómeno que se desenvolveu com a internet, os entusiastas (desde sempre ostracizados pelos media tradicionais) ufólogos podem agora chegar aos milhões que estão dispostos a ouvir e ler sobre o assunto.

Apesar de não acreditar em discos voadores, colónias secretas em Marte, rapto por seres cinzentos ou em extraterrestres como deuses egípcios, a ufologia é um fenómeno que me fascina, talvez por gostar tanto de ficção e por as narrativas apresentadas serem tão imaginativas.

Existem na comunidade ufológica algumas rivalidades, embustes, superestrelas e gurus. O meu propósito é apresentar aqui no blogue, numa série a que chamarei “A Lua foi uma colónia Nazi” (por ser uma das ideias mais fixes e parvas em voga no meio) um resumo de alguns dos aspetos que considero mais interessantes acerca do assunto.

Tudo o que cresce sem parar ... acaba por morrer

De todas as ideologias económicas com que somos bombardeados, a que mais me custa a aceitar é a solução baseda no crescimento infinito.

Segundo essa ideia a única maneira de haver prosperidade é havendo crescimento constante e perpétuo do PIB.

Não posso concordar.

Olhando para as invenções humanas que melhoram a nossa vida em relação à dos nossos antepassados, todas elas se baseiam na observação da natureza e utilização das suas leis e regras.

E uma dessas leis é que tudo o que cresce sem parar, acaba por morrer.

A outra é que tudo o que permanece passa por ciclos regulares de alteração de condições, as alterações em determinado sentido pontenciam o regresso às condições anteriores, e assim sucessivamente.

Tendo como principio de existência o de que estou neste Universo, e que o que me sucede é resultado das leis desse Universo, não posso esperar que aconteça algo que contraria essas regras.

Logo crescimento infinito não há, crescimento perpétuo termina em extinção.

A não ser que eu não esteja preocupado com a minha descêndencia e queira só viver da melhor maneira o meu curto tempo de vida.

Guia para desdobrar o colete amarelo

Os protestos que decorrem em França têm a ver com uma carga de impostos considerada insuportável. Este agravar tem, primordialmente, a ver com impostos ecológicos. A penalização das emissões de carbono é uma das estratégias usadas por governos para tentar diminuir a emissão de gases com efeito de estufa, de modo a que o planeta não aqueça ao ponto da catástrofe. O problema é que uma mudança nos hábitos desse calibre não só obriga a que os cidadãos abdiquem de parte do conforto (e dinheiro) que têm, como também a que muito deles que vivem no limite financeiro vejam as suas condições de sobrevivência colocadas em risco.

Sejamos claros: uma redução drástica que leve ao cumprimento das metas do acordo de Paris vai colocar muita pressão sobre a vida de milhões. Não estou a ver como tal será possível sem grandes convulsões sociais. Pensando no modo em como as cidades estão organizadas, quem é que estará disposto a abdicar de levar os filhos à escola de automóvel, a assumir que o comércio não tenha produtos oriundos do outro lado do oceano ou a prescindir do ar condicionado no local de trabalho e em casa?

A ideia de alterações climáticas com origem no ser humano é defendida pela ONU e rebatida por alguns cientistas e políticos, que atacam a ciência por detrás dos estudos.

Entre os defensores, existe uma tendência mais mainstream que diz que se a emissões forem reduzidas até x, a temperatura ficará em y, o que permitirá manter as condições de vida como até aqui.

Alguns radicais, no entanto, dizem que a ciência apresentada é óbvia na não esperança: o progresso do aquecimento é inevitável, será exponencial a partir daqui e a humanidade estará extinta em 2025 ou 2030.

Existem ainda os defensores da ideia de Grande Mínimo Solar, uma espécie de sono do Sol que está a começar agora, que nos irá conduzir, curiosamente também até 2025, a uma nova idade do gelo que trará, se não a extinção, pelo menos a morte de grande parte da população mundial devido à impossibilidade de cultivo. Estes dizem que os estudos dos climatologistas mainstream são fracos e não consideram os efeitos das manchas solares no clima.

Por fim, existem os que negam um aquecimento global com base no ser humano e que disputam a validade da ciência produzida e paga pela ONU. Afirmam que a ciência implicada está longe de estar consolidada e que apresenta demasiadas falhas para que uma mudança drástica no mundo humano seja nela baseada.

Perante o panorama já se sabe que quem será determinante nisto tudo serão os Coletes Amarelos desta vida que, no futuro, com a pressão sobre o seu modo de vida irão recusar as imposições e sacrifícios julgados necessários pelos governos e cientistas.

Quanto a mim, prefiro viver como se achasse que a ONU e os alarmistas Mad Max estão errados. Não tenho os conhecimentos necessários para averiguar a ciência nem a fé em estudos científicos preditivos encomendados por estados a cientistas cujos empregos e financiamentos dependem de apresentar resultados específicos.

Uma vez um rapaz que trabalha em investigação meteorológica disse-me que alterar um grau numa medição é perfeitamente normal no ramo e que se disso depender ganhar dinheiro nem se pensa duas vezes.

Aos sacrifícios materiais pelo futuro, à nova idade do gelo, ao calor que acabará por dizimar a Humanidade, eu escolho levar as minhas filhas à escola como se não houvesse amanhã. Não sou cínico. Antes, ganho pouco, sou pai e tenho o colete amarelo debaixo do banco do condutor, pronto a ser usado.

O futuro não se conduz sozinho

Ainda se lembram da promessa de um futuro sem papel?

Previam alguns profetas que com a massificação dos meios eletrónicos de comunicação todas as mensagens e formulários passariam a só existir como ficheiro digital.

Afinal não foi assim.

Agora há um novo ramo dessa arte do marketing que é a profecia tecnológica: os automóveis autónomos, depois de decidido o destino, o automóvel faz o caminho sozinho.

A própria expressão é estranha, dois "auto" consecutivos. Quando dizemos carros autónomos já não soa tão mal, mas para parecer bonito e se poder vender, a expressão que se usa é veículos autónomos, cuja sigla internacional é AV, do inglês.

Mas conforme se avança na introdução desta funcionalidade vão-se descobrindo os pequenos obstáculos que os irritantes seres humanos inventam, só para dificultar a vida à economia, em lugar de serem mansos consumidores.

Como ultrapassar os enjoos das grandes viagens?

Para procurar a solução para este problema esporádico, os investigadores fazem muitos kilómetros de testes como passageiros nos bancos de trás, para testar a reação aos diversos programas de condução autónoma.

Só que o problema e a solução são relacionais, estão nos seres humanos. Quem enjoa espera empatia do condutor para o seu desconforto, e se correspondido o problema é reduzido. Quem conduz espera uma boa avaliação da sua condução e se criticado, o problema aumenta.

Bem podem os profetas do marketing desenvolver algoritmos e sensores, que o bem estar da humanidade estará sempre na empatia e solidariedade, no fundo no amor ao próximo.

Lamento infantil pelos heróis desaparecidos

Talvez o significado seja este. O Benfica vai jogando na Alemanha e acaba de sofrer o segundo golo. O meu desinteresse há já muitos meses

(anos?)

que substituiu a paixão e todo o potencial incomparável que esta tem de alegria e sofrimento.

O futebol deixou de ser o drama heróico que os meus olhos enamorados antes conseguiam ver.  O pragmatismo dos técnicos nacionais

(bom, talvez de quase todos por esse mundo fora)

presume a eficácia e a competência naquilo a que, a partir de um certo momento trágico do desporto, se passou a chamar "momentos do jogo", tendo sempre em vista a posição na competição em que se participa e não o espetáculo, a beleza da finta, o cardápio de movimentos e truques para o espetador ou o arrojo destemido dos artistas. Os pagos a peso de ouro que jogam no Benfica

(no Sporting, quem sabe se no Porto?)

assemelham-se a tecnocratas que são obrigados a cumprir os regulamentos impostos pelos chefes de repartição que são os treinadores.   Os meu ídolos de infância talvez também o fossem, mas que importa considerar isso se então não tinha consciência?

(o Benfica perde por três ao intervalo)

Não ajudam a um eventual resistir à falência deste meu amor todas as peripécias de corrupção e de tristes cenas de acusações nos media. O conceito de desporto, da honra e esforço de um jogo jogado no campo

(as crianças de hoje nascem para o futebol na rivalidade. será que acham que é isso que ele deve ser?)

parece ter sido comprimido debaixo de tanta falta de moral. Todavia, isso nem é mais importante. Eu queria era ver coisas incríveis.

(o Benfica marca e o Bayern marca logo a seguir o quarto)

O que eu não desculpo

(quem sou eu para dizer isto, que arrogância)

é o terem conseguido transformar o miúdo apaixonado que eu fui em alguém que já não tem heróis para celebrar no Benfica.

   

As novas palavras

Para mim, duas das grandes novidades deste final de 2018 são a ultraesquerda e ultradireita.
Reparei pela primeira vez nesta nova organização da coisa política ao ler este artigo de opinião de Mariana Mortágua. Voltei a encontrá-la um dia depois aquando de um direto de Paris da RTP no contexto dos protestos dos Coletes Amarelos (min 2:20). Confirmei a tendência ao fazer uma pesquisa no Google e perceber que os termos são usados no Brasil desde o início da década.
Qual a necessidade de criar o termo “ultra” quando já existia o “extrema”? A primeira palavra significa “ir além de” e a segunda “o limite de”. Uma vez que o discurso em política e marketing é conhecido por, tradicionalmente, investir em força no desprezo pelo rigor da linguagem, não há sentido em apontar a estupidez óbvia que é dizer “ultra” em casos binários como esquerda-direita, alto-baixo, preto-branco, ateu-crente, mulher-homem, etc. Neste caso, quem se encontra na “ultraesquerda” está, na verdade, na direita, e vice-versa, porque ou se está num ou noutro.
A necessidade destes novos termos parece-me ser tríplice.

Poderá ser o querer penalizar o oponente mostrando-o como intransigente, perigoso e classificando-o como alguém com quem não se pode dialogar.

Terá, também, certamente a ver com a necessidade de a extrema-esquerda tradicional estar tentar-se descolar de uma certa má imagem com que os últimos anos a têm penalizado, arranjando alguém mais à esquerda ainda para que a sua imagem seja, digamos assim, mais fofinha. O mesmo não se passa com a extrema-direita porque para estes não faz sentido querer arranjar bodes expiatórios fantasma, embora seja útil falar de ultraesquerda.

Por fim, será com certeza uma necessidade de marketing da Comunicação Social, profícua inventora de novos termos para requentar assuntos.
Fica por fazer uma análise mais profunda acerca da utilização, e por quem, destes novos termos.

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